Janeiro Branco

Janeiro Branco

Você tem o hábito de, ao final de cada ano, replanejar a sua vida? Estabelecer metas?

É cultural o pensamento de que a virada do ano significa um recomeço, o “tudo novo”, como se fosse a nossa chance de fazer diferente. E de fato é.

Seguindo essa linha, somada a outras campanhas como Setembro Amarelo e Outubro Rosa, o Janeiro Branco tem como objetivo nos convidar a refletir sobre questões relacionadas à Saúde Mental e Emocional.

O Branco, tão utilizado na própria virada do ano, surge na campanha de duas formas, seja para ilustrar uma folha em branco, onde a cada um é dada a possibilidade de escrever ou reescrever a própria história ou mesmo pelo fato de qual é a partir do branco que surgem as outras cores, nos dando a possibilidade de conferir à nossa vida a cor (e o significado) que desejarmos.

O Janeiro Branco torna-se um convite para o novo ciclo e para o entendimento de que, para que algo comece, também é necessário que algo se conclua. Isso diz muito sobre começarmos a olhar com gratidão aos acontecimentos, não nos prendermos a determinados eventos e permirtirmos que muitos ciclos em nossas vidas se encerrem.

De modo geral, falar em saúde mental significa falar sobre a responsabilidade que temos ( ou deveríamos ter) conosco e com os outros.

Depressão e ansiedade tem sido elencados como o “mal do século” , sem falar em outros como transtorno obsessivo-compulsivo, síndrome do pânico e as elevadas taxas de suicídio. E, se de um lado há uma preocupação com esses quadros clínicos, de outro, infelizmente, ainda há uma banalização. Mesmo já tendo passado por uma Reforma Psiquiátrica e frente a números alarmantes, questões de saúde mental ainda são encaradas como loucura, frescura ou falta de alguma coisa.

Essa banalização – ou preconceito –aumenta ainda mais os quadros ocultos: muitas pessoas acabam se escondendo e camuflando alguns sintomas por não se sentirem entendidas, não terem espaço e segurança para falar ou mesmo medo de se expor, ligando isso a (erroneamente) uma fraqueza ou ainda, ouso dizer: reflexos de uma sociedade impositiva e perfeccionista, muitas pessoas nem ao menos se tornam conscientes de seu sofrimento, não possuem uma permissão interna para sofrer e, assim, buscar ajuda.

É sobre questões assim que o Janeiro Branco funda sua proposta, na importância de falarmos mais abertamente sobre tudo isso, buscando não só o tratamento adequado, mas também a prevenção.

Se o inicio do ano lhe faz pensar sobre o seu viver, estamos no caminho certo, e lhe convido a investir nisso. Uma saúde mental em dia não diz respeito a um estado completo de alegria, motivação entre outros, mas sim sobre um estado de recursos, de resiliência, de rede de apoio… de autoconhecimento. Diz respeito à capacidade de dizer sim, e de dizer não. De saber as próprias potencialidades e fragilidades. De se permitir. De se dar um tempo. De acelerar. De deixar passar.

Lhe convido então a virar algumas páginas do seu livro da vida, deixando para traz aquelas cujo conteúdo se relacione a “não adianta”, não mereço”, “sempre assim” ou outras nesse sentindo, e encontrando uma página em branco. Pense comigo: sempre há uma maneira de obter resultados diferentes; de deixar as coisas melhores do que estão. Eu costumo pensar que o universo vibra na mesma frequência em que eu me encontro. Lhe questiono então: o que você tem jogado para o Universo? Isso esta alinhado aos seus objetivos? Se me permite um conselho – tudo o que você quer, também quer você!

Sabe a diretiva em um voo que diz algo como “em caso de despressurização as máscaras de oxigênio cairão automaticamente, coloque sua máscara primeiro para então ajudar alguém”? Pensar primeiramente em si não é de todo egoísmo. Você não pode ajudar alguém a respirar melhor, se você não respirar. Quantas vezes estamos em pedaços, mas continuamos ali, pelo outro? Carregue com você a partir de agora o fato de que, só somos capazes de auxiliar o outro na caminhada dele, se a nossa estiver coerente. Não posso oferecer um pedaço de mim, se não estou inteiro. É preciso aprendermos a nos cuidar, a nos olharmos com carinho.

Faça exercícios que estimulem seu corpo físico e também aqueles que estimulem suas funções cognitivas. Cuide da sua alimentação, daquilo que você ingere para nutrir o seu corpo e daquilo que você ingere para nutrir sua alma. Pense e repense sobre seus pensamentos, comportamentos, relacionamentos; escolha no que você decide gastar sua energia, escolha como recarregar sua bateria (se você deixa seu celular, computador ou TV ligado a uma fonte de energia para funcionar, talvez seja hora de rever o que lhe dá energia e o que lhe suga e, optar por mais momentos referentes a primeira opção).

Talvez tenhamos que reformular algumas premissas, penso que a questão não é sobre o que o ano novo nos reserva, mas sim o que nós reservamos para fazer com que o ano seja novo.

Lembre: A pessoa mais importante da sua vida é você!

Por Thaynara Lech Wendt Psicóloga e Facilitadora Pós graduações em Pnl.

Espaço Ser participando ativamente da transformação pessoal e social.

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